Mainstream ou Underground?
Qual a diferença entre o mainstream e o underground?
No artigo abaixo iremos esmiuçar essas diferenças. Claramente o jornalista que escreve esta reportagem valoriza o underground e banaliza o mainstream. Cabe a você concordar ou discordar.
A música eletrônica no Brasil sofreu um boom na última década. Graças à grandes festivais em terras tupiniquins como DGTL, Dekmantel, EDC e Tomorrowland. Com isso a exposição de artistas e a relevância do tema aumentaram exponencialmente. Depois desse breve panorama sobre a cena, vamos lá! Afinal, qual a diferença entre Tomorrowland e EDC para Dekmantel e DGTL.
Bom, os dois primeiros, são puramente entretenimento. Com luzes incríveis, palcos com decorações temáticas e fogos de artifício, a música em si perde o protagonismo. As pessoas são embaladas por uma experiência coletiva. Uma grande fantasia possível. Quase uma Disneylândia para adolescentes e adultos.
Já com os outros dois- Dekmantel e DGTL- o buraco é mais embaixo. O line up é escolhido a dedo, com um cuidado extremo. Os organizadores pensam no line de forma contínua. Eles jamais colocariam um dj de acid house na sequência de um de minimal. Existe uma preocupação estética e o público é extremamente rigoroso e fiel. Eles não quer saber de pirotecnias ou de um Dj que sobe em cima da mesa de som como um animador daquelas festas de criança. O público está ali prestando atenção na performance do artista. Quase como os frequentadores do MoMa prestando atenção numa performance de Marina Abramovic. A arte se sobrepõe ao entretenimento neste caso. E milhares de fogos de artifício não irão valer a pena caso o artista erre em algum momento. Ou faça uma apresentação marromenos.
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| DGTL que rolou em SP |
Agora que passamos rapidamente pelos festivais, falaremos do dinheiro que esta cena musical gera. Como os dados não são muito específicos, vamos falar da cena como um todo- Mainstream e underground. Só em 2016, em plena recessão econômica esta brincadeira gerou 2,9 bilhões de dólares. Se o Prefeito do Rio de Janeiro percebesse o potencial cultural-criativo desta cidade poderíamos gerar muito mais. Não só com música eletrônica mas com a economia criativa em geral, mas isso é assunto para outro blog- ou não, acompanhe nos próximos episódios.
Mas então, como estamos dando voltas e voltas para responder vamos com a opinião de quem é de dentro. Perguntamos aos produtores do SECLUSION, Kevin Marinho e André Chacon porque eles preferem o Underground e a resposta foi....
Antes de descobrir a resposta do duo, vamos conhece-los através do som. Confira parte da apresentação na festa Orbital na boca:
"Achamos que o Underground é o estado da arte independente. Independentemente de dinheiro, status ou fama. Você toca e produz o que você quer, de acordo com o que você quer transmitir. E se não gostarem, não estamos nem aí. Com o Mainstream, o bom artista é aquele que agrada o maior número de pessoas."
Percebe-se isso quando se vai à Berghain. O lugar mais underground deste planeta. A meca do Techno. O templo dos fritos. Lá existe uma coisa chamada Police Door. É basicamente um CAMARADA que julga você pela aparência e com base nisso deixa ou não você entrar. Mas pera lá, isso já existe, poderiam exclamar. Mas neste caso, o Police Door têm critérios completamente singulares. Quanto mais arrumado- leia se engomadinho- você está, menores as chances. Quanto mais animado você está, menores as chances. Quantos mais amigos você estiver junto na fila- menores as chances. Então se você estiver sozinho, indiferente e arrumado com uma roupa NORMAL as suas chances serão grandes.
Isso significa que eu não devo gostar do Mainstream e devo gostar do Undergroud? Bom, essa pergunta será respondida com um questionário.
Você prefere : (1) Piratas do Caribe ou (2) Clube da Luta
(1) Paulo Coelho ou (2) Rubem Fonseca
(1) Romero Britto ou (2) Salvador Dallí.
A resposta deste questionário é. Se você por algum acaso acha que responder o número 2 em todas as enquetes faz você gostar do Underground. Você errou meu caro. Esta atitude de gostar do que os outros gostam ou valorizar uma obra pelo o que os outros acham é típico do Mainstream. Agora, se você achou o teste uma idiotice e não está nem aí para isso tudo, PARABÉNS!! Você é underground.
Então ser underground ou gostar da cena underground é basicamente atitude. Claro que em locais como o DGTL encontramos mais atitude do que em locais como Tomorrowland. Mas isso não condiciona o artista ou o público. Sempre há exceções.

HAHAHAHA melhor teste
ResponderExcluirAmei a materia! Eu realmente não sabia dessas diferenças
ResponderExcluirMuito bom! Parabéns pela matéria!
ResponderExcluirHAHAHAHA socorro. Achei o teste bem idiotice mas não me acho underground. Parabéns pela matéria, ficou bacana.
ResponderExcluirvocê é brabooooooooooooo
ResponderExcluirPor mais que festivais considerados mainstream como TML e EDC ofereçam espaço para a cultura underground, aqueles que são 100% alternativos ou undergrounds sempre colocam a experiencia sonora em primeiro lugar. Vamos expandir o underground carioca!
ResponderExcluirHahahaha excelente matéria, mano!
ResponderExcluirhahahahaha muito bom!!
ResponderExcluirmuito legal!!!
ResponderExcluirGraças a Deus o underground VIVE!!! Amei o texto!!
ResponderExcluirQUE POST MARAVILHOSOOOO AAAAAAAA. Isso é que é se divertir com G1. Não acredito no teste tho, depende muito do meu humor né...
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